Another sunny day

Another sunny day

SunRise on the top of Pico island by Mário Brasil on Flickr.A new colour perspective during sunrise, at the top of Pico Mountain. Check Mário Brasil’s gallery… one of my favourites ;)

SunRise on the top of Pico island by Mário Brasil on Flickr.

A new colour perspective during sunrise, at the top of Pico Mountain. Check Mário Brasil’s gallery… one of my favourites ;)

One more visit to Pico Mountain to watch the sunrise. I must say, I didn’t have a climb like this since a couple of years. Clear skies, no people complaining, and most important, nobody at the top. Perfect =)

Vacations at Pico are always great days. What better way to start by sailing outside Madalena at nightfall.

Every day you may make progress. Every step may be fruitful. Yet there will stretch out before you an ever-lengthening, ever-ascending, ever-improving path. You know you will never get to the end of the journey. But this, so far from discouraging, only adds to the joy and glory of the climb.
Sir Winston Churchill
God is not on the side of the big battalions, but on the side of those who shoot best.
Voltaire

Sobre a Madalena

Olha a nossa Madalena do Pico! Parece que está em festa. Mais um ano, mais uma vez que Santa Maria Madalena sai à rua. Mas parece que a imagem fica cada vez mais pesada de ano para ano. Será que a Nossa Santa já não quer sair na procissão e ver as nossas belas ruas da nossa bela vila? Pudera… Já nem dá gosto. É que vai piorando gradualmente. E ninguém conseguiu ainda deitar alguma mão milagrosa à Madalena, que tanto precisa. É com enorme desgosto que regresso à vila que me viu crescer e não vejo evolução, não vejo progresso nem vontade de progredir. Onde anda a mentalidade dos Madalenenses?

Parece que vivemos na era das barracas. Basta entrar pela vila e deparamo-nos logo com uma quantidade de caixinhas e caixotes que abrigam pessoal para o Whale Watching. É olhar para a doca da Madalena e ver a quantidade de madeira podre que outrora cruzara os mares do triângulo, e que rezam muitas histórias de travessias dos canais. Já nem para queimar serve, só para se verificar o ponto a que se chegou. É descer a vila até ao cruzamento e levar porrada da suspensão do carro por não aguentar as irregularidades da calçada. É chegar ao cruzamento da Escola Profissional e rezar para que ninguém passe ao mesmo tempo que nós, senão lá se soma mais uma catástrofe no meio da vila por ninguém saber quem tem prioridade. Parece que um semáforo é e sempre será mentira na vila. Não precisa!, dizem os que já estão mais acostumados. Mas esquecem-se dos novos que por cá nos visitam, e cujas expectativas são altíssimas pelo encontro de uma ilha fantástica.

A Madalena precisa de desenvolver todos os esforços para se tornar na vila que, penso eu, todos nós Madalenenses gostaríamos de a ver. Há que apostar nos nossos costumes, há que ensinar a quem tem a curiosidade de nos conhecer de quem nós somos filhos. É nosso dever ensinar a cultura que foi nossa mãe durante incontáveis anos. E é preciso mostrar que nós realmente gostamos do que é nosso, que damos valor às nossas pequeninas coisas. E para isso temos de mudar a nossa Madalena. Todos nós sabemos que as nossas tradições são o vinho e as lanchas do Pico que faziam as ligações às restantes ilhas. Por isso há que pegar urgentemente na nossa história e servi-la aos nossos turistas.


A caça à baleia é característica do Sul da nossa ilha, desde Lajes, Ribeiras e Calheta de Nesquim, onde outrora fora o grande sustento da população, por isso há que restringir o Whale Watching à vila onde realmente pertence a tradição. Mas a Madalena vivia sobretudo da produção agrícola privada, da criação de gado e do vinho (que seria exportado e enviado para o Faial pelo rola pipas, na Criação Velha). Porque não apostar em algo que simbolize os barcos do Pico (Espalamaca, Calhau, Terra Alta), algo construído como réplica perfeita dos velhos que estão varados, como estátuas de algo tão grandioso como foram os nossos transportes por mar. Porque não criar novas réplicas, mas que imitassem os velhos barcos e servissem para passeios turísiticos no mar que circunda a Madalena. É isto que o turista moderno procura… Conhecer os hábitos e costumes de uma gente que vive isolada do resto do mundo. Aposto que isto traria uma nova dinâmica à Madalena, e lançaria um conceito que já existe, mas que infelizmente é muito pouco explorado nas nossas ilhas.

O caso do palco principal das festas é outro caso que dá que pensar… Seria mesmo necessário montá-lo no local de desembarque dos ferrys? Porque não investir na reabilitação da rampa antiga de varagem dos barcos, em frente à Igreja, e criar um espaço amplo onde pudesse agregar um palco de espectáculos? Mas insistem em continuar a fazer arranjos e arranjinhos à vila, que tão bem feitos estão que por vezes nem meses duram. Veja-se o caso da calçada da rua dos antigos bombeiros… Era vê-la toda solta e levantada, mas depois os ditos engenheiros decidiram passar o cilindro, para ver se endireitava. Se bem me lembro, o cilindro é para asfalto, cimento e terra. Não para rebentar ainda mais a calçada.

E o barulho durante as festas? Porquê tanta poluição sonora pela marginal? Porquê a competição para ver qual a barraca com o melhor sistema de som? Quando se vai para uma festa como esta, normalmente quer-se desfrutar de bom ambiente e boa música, não uma mistura de sons correntes e fáceis. Porque não um único sistema de som espalhado pela vila com sons característicos e típicos da ilha e reservar a música de discoteca para a discoteca e para os clubes que, afinal, é onde pertence? As nossas festas deviam-se distinguir das outras pela cultura característica do conselho, mas ao invés, é uma festa como as outras.

Onde está a vontade da inovação e de ser diferente? Onde está a vontade da Madalena se afirmar como vila única que é? Vamos embora defender o que é nosso e orgulharmo-nos de nós, madalenenses. Precisamos de sangue novo e competente a gerir a nossa vila. Pessoal que ame e seja dedicado à sua terra, gente que guardará sempre o Pico no coração. Gente com vontade de perfeição, gente que tenha orgulho em mostrar a sua ilha e o que fez por ela, gente PICAROTA.

Hoje acordei cedo e decidi explorar o iMovie do Snow Leopard. Peguei numas fotos que tinha no baú do PC e o resultado foi este. Já que estamos numa de fazer publicidade ao que é nosso, lá vai mais um vídeo para o Youtube sobre o Pico. Hope you enjoy ;)

Mais uns dias de passagem no Pico, e desta vez há que aproveitar para fazer umas visitas ao aeroporto e verificar os novos Dash 8 Q400 Nextgen que a SATA adquire recentemente. Aqui ficam três registos do CS-TRD na aterragem e parado na placa. Temos que nos ir habituando aos novos modelos fotográficos ;) 

Bom, pelos vistos agora está-se muito bem no Pico! Vamos a ver se amanhã consigo publicar aqui umas fotos tiradas mais acima.

Bom, pelos vistos agora está-se muito bem no Pico! Vamos a ver se amanhã consigo publicar aqui umas fotos tiradas mais acima.